terça-feira, 19 de janeiro de 2010

PARA OS MAUS PAIS E MÁS MÃES QUE EU CONHEÇO...



Mães más (Dr. Carlos Heckrheuer - Médico Psiquiatra)


Um dia quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhe: "Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão. Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia. Eu os amei o suficiente para fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revista do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: - Nó pegamos isso ontem que queríamos pagar. Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto,tarefa que eu teria feito em 15 minutos. Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos. Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partia o coração.Mais do que tudo eu os amei o suficiente para  dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci. Porque no final, vocês venceram também! Em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva pais e mães, quando eles lhe perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão dizer: - Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo... As outras crianças comiam Doce no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batata fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E ela nos obrigava a jantar a mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem assistindo televisão. Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora(tocava nosso celular de madrugada e fuçava nos nossos e-mails). Era quase uma prisão. Mamãe tinha que saber quem era nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas 1 hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir , mas ela violava as leis de trabalho infantil . Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossa bagunças, esvaziar o lixo e fazer todos esse tipo de trabalho que achávamos cruéis. Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer. Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdades e apenas a verdade. E quando éramos adolescente, ela até conseguia ler os nossos pensamentos.A nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava os nossos amigos tocar a buzina para que saíssemos, tinham que bater na porta, para elas o conhecer. Enquanto todos podiam voltar tarde à noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levanta para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar). Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência: - Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. Foi tudo por causa dela. Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos pais maus, como minha Foi." 
EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: - NÃO HÁ PAIS E MÃES MAUS.

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